A retirada de DIU pode ser necessária por diferentes motivos, como fim do prazo de uso, desejo de engravidar, troca do método contraceptivo, sintomas persistentes ou orientação médica após avaliação. Embora o DIU seja um método de longa duração, ele não é definitivo e pode ser removido quando houver indicação.
Muitas mulheres têm dúvidas sobre como a retirada é feita, se dói, se precisa de exames e quando a fertilidade volta. Em geral, o procedimento costuma ser simples, mas deve ser realizado por profissional habilitado, em ambiente adequado e com avaliação ginecológica.
Na prática, a consulta ajuda a entender o motivo da retirada, avaliar sintomas, verificar se há necessidade de exames e orientar o que fazer depois.
Retirada de DIU: quando pode ser indicada?
A retirada de DIU pode ser indicada em várias situações. Algumas são planejadas, como fim da validade ou desejo de engravidar. Outras acontecem por sintomas ou necessidade de trocar o método.
Entre os motivos mais comuns, estão:
- fim do prazo de validade do DIU;
- desejo de engravidar;
- troca por outro método contraceptivo;
- troca de DIU de cobre por hormonal, ou o contrário;
- sangramento intenso persistente;
- dor pélvica recorrente;
- expulsão parcial;
- deslocamento do DIU;
- infecção ou outra condição avaliada pela ginecologista;
- preferência da paciente.
A decisão deve ser conversada em consulta, principalmente quando a retirada está relacionada a sintomas.
Como funciona a retirada do DIU?
Antes da retirada, a ginecologista confirma o tipo de DIU, revisa o histórico da paciente e avalia possíveis sintomas ou alterações relacionadas ao método. A retirada do DIU é feita em consulta. O procedimento geralmente envolve a visualização do colo do útero e a tração delicada dos fios do dispositivo. Em muitos casos, é rápido e bem tolerado.
No entanto, a experiência pode variar. Algumas mulheres sentem apenas um desconforto breve ou cólica leve. Outras podem precisar de avaliação adicional, especialmente se os fios não estiverem visíveis ou se houver dificuldade técnica.
Por isso, o procedimento deve ser feito por profissional capacitado. Tentar retirar o DIU por conta própria não é seguro e não deve ser feito.
Precisa fazer exames antes de retirar o DIU?
Nem sempre. A necessidade de exames depende do motivo da retirada e dos sintomas da paciente. Quando a retirada é apenas por fim da validade ou desejo de engravidar, pode ser mais simples. No entanto, se há dor, sangramento intenso, suspeita de deslocamento ou infecção, a ginecologista pode solicitar avaliação complementar.
Podem ser indicados:
- exame ginecológico;
- ultrassonografia;
- teste de gravidez, se houver atraso menstrual;
- exames para infecções, quando houver sintomas;
- avaliação do posicionamento do DIU;
- revisão do histórico menstrual.
A conduta é individualizada.
Retirar o DIU para engravidar: o que saber?
Quando a retirada do DIU acontece porque a paciente deseja engravidar, a consulta também pode ser uma oportunidade para planejamento reprodutivo. Nessa fase, é importante revisar exames, vacinas, histórico de saúde, medicamentos em uso e orientações antes da gestação.
Após a retirada do DIU, a fertilidade costuma retornar rapidamente. Não há evidências de que o DIU cause atraso prolongado da fertilidade após sua remoção, embora o tempo para engravidar varie conforme fatores individuais, como idade e condições de saúde reprodutiva
Quando a gravidez acontece, o acompanhamento deve seguir com pré-natal completo, com consultas, exames e orientações conforme cada trimestre.
Além disso, a primeira consulta pré-natal ajuda a organizar os primeiros cuidados da gestação e esclarecer dúvidas iniciais.
A menstruação muda depois da retirada?
Pode mudar, dependendo do tipo de DIU utilizado e do padrão anterior da paciente. Quem usava DIU hormonal pode perceber retorno gradual do fluxo menstrual, principalmente se a menstruação estava reduzida ou ausente. Já quem usava DIU de cobre pode notar mudança nas cólicas ou no volume do sangramento após a remoção.
Ainda assim, cada organismo responde de forma diferente. Quando há sangramento intenso, atraso prolongado, dor ou sintomas fora do esperado, a avaliação ginecológica é indicada.
Quando trocar o DIU em vez de apenas retirar?
Em alguns casos, a paciente não deseja engravidar, mas precisa retirar o DIU por fim da validade ou desejo de mudar o método. Nessa situação, pode ser possível discutir a troca por outro DIU ou outro método contraceptivo.
A ginecologista pode orientar opções como:
- novo DIU de cobre;
- DIU hormonal;
- implante contraceptivo;
- anticoncepcional oral;
- injetáveis;
- outros métodos conforme o perfil da paciente.
A escolha depende do histórico de saúde, do ciclo menstrual, da tolerância ao método anterior e dos objetivos da paciente.
Quais sinais merecem avaliação antes da retirada?
Algumas situações indicam que a paciente deve procurar ginecologista para avaliar o DIU, mesmo antes do prazo de retirada.
Entre elas, estão:
- dor pélvica persistente;
- sangramento muito intenso;
- corrimento com odor forte;
- febre;
- suspeita de expulsão;
- fio do DIU não palpável ou diferente;
- dor durante a relação;
- atraso menstrual com suspeita de gravidez;
- desconforto que começou após a colocação.
Esses sinais não significam, necessariamente, que o DIU precisa ser retirado, mas precisam ser avaliados.
Perguntas frequentes
1. Retirada de DIU dói?
A maioria das pacientes apresenta apenas desconforto leve e transitório. Algumas podem sentir cólicas moderadas durante ou logo após o procedimento.
2. Posso retirar o DIU em casa?
Não. A retirada deve ser feita por profissional habilitado, em ambiente adequado.
3. Depois de retirar o DIU, posso engravidar rápido?
Pode acontecer. A fertilidade tende a retornar após a retirada, mas o tempo para engravidar varia de pessoa para pessoa.
4. Preciso trocar o DIU quando vence?
Sim. O DIU tem prazo de duração. Ao final desse período, a ginecologista orienta retirada, troca ou outro método.
5. Posso retirar o DIU mesmo sem sintomas?
Sim. A retirada pode ser feita por fim de validade, desejo de engravidar, troca de método ou preferência da paciente, sempre com orientação profissional.
Conclusão
A retirada de DIU pode ser indicada por fim da validade, desejo de engravidar, sintomas, troca do método ou preferência da paciente. Embora geralmente seja um procedimento simples, deve ser feita por profissional habilitado e com avaliação ginecológica.
A consulta ajuda a entender o melhor momento para a retirada, avaliar sintomas e orientar os próximos passos, seja para trocar o método, iniciar outro cuidado contraceptivo ou planejar uma gestação.
Caso esteja pensando em retirar o DIU ou tenha dúvidas sobre o método, é possível conversar com a equipe da Diagnose para entender os próximos passos e buscar uma avaliação adequada.