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Colocação de DIU: como funciona e o que esperar?

Colocação de DIU: como funciona e o que esperar?

Entenda como funciona a colocação de DIU, se dói, quais cuidados são necessários antes e o que esperar nos primeiros meses de adaptação.

Colocação de DIU: como funciona o procedimento e o que esperar depois?

A colocação de DIU costuma despertar dúvidas mesmo entre mulheres que já consideram esse método contraceptivo. O procedimento dói? É preciso estar menstruada? Há necessidade de realizar exames antes? E quais mudanças podem acontecer no ciclo menstrual depois que o dispositivo é colocado?

O dispositivo intrauterino é um método contraceptivo de longa duração e reversível. Existem opções não hormonais, como o DIU de cobre, e dispositivos que liberam levonorgestrel dentro do útero. Embora ambos apresentem alta eficácia para prevenir a gravidez, possuem características diferentes e podem interferir de formas distintas no padrão menstrual.

Isso significa que a decisão não deve considerar apenas praticidade ou tempo de duração. Histórico de saúde, intensidade do fluxo menstrual, presença de cólicas, experiências anteriores com contraceptivos e planos reprodutivos também ajudam a definir qual alternativa pode ser mais adequada.

Entre os procedimentos ginecológicos realizados pela Clínica Diagnose, a colocação e a retirada do DIU fazem parte das opções voltadas ao planejamento contraceptivo. Antes da inserção, a avaliação médica ajuda a esclarecer as diferenças entre os dispositivos e verificar se o método combina com as necessidades de cada mulher.

O DIU oferece contracepção de longa duração sem depender do uso diário

O DIU é um pequeno dispositivo inserido dentro da cavidade uterina. Depois de adequadamente colocado, permanece no útero exercendo sua ação contraceptiva continuamente, sem depender de uma lembrança diária, como acontece com métodos que precisam ser utilizados todos os dias.

O DIU de cobre não contém hormônios. A presença do cobre modifica o ambiente uterino e interfere principalmente na movimentação e na capacidade dos espermatozoides de promover a fecundação. Dependendo do modelo utilizado, o dispositivo pode permanecer por vários anos.

Já os dispositivos hormonais liberam levonorgestrel dentro do útero. Entre seus efeitos estão o espessamento do muco cervical e alterações no endométrio. O período de utilização também varia conforme o dispositivo escolhido.

Segundo o Ministério da Saúde, o DIU de cobre apresenta efetividade contraceptiva superior a 99%, pode permanecer em uso por até dez anos e também pode ser utilizado por mulheres que nunca tiveram filhos, desde que a possibilidade de gravidez seja adequadamente descartada.

Nos dois casos, trata-se de um método reversível. O DIU pode ser retirado antes do término do período máximo de uso caso a mulher queira trocar o método, apresente alguma indicação para remoção ou decida tentar uma gravidez.

DIU de cobre e DIU hormonal podem modificar a menstruação de formas diferentes

Uma das principais diferenças entre os dispositivos está no comportamento do ciclo menstrual depois da inserção.

Com o DIU de cobre, algumas mulheres percebem aumento do fluxo ou das cólicas, especialmente durante os primeiros meses. Para quem já apresenta menstruações intensas ou dolorosas, essa característica merece ser considerada antes da escolha.

Nos dispositivos hormonais, pequenos escapes e irregularidade menstrual podem acontecer durante a adaptação. Ao longo do tempo, o fluxo tende a diminuir em muitas usuárias e algumas passam a apresentar sangramentos muito leves ou até ausência de menstruação.

Essas diferenças ajudam a entender por que não existe um DIU que seja automaticamente melhor para todas. O acompanhamento ginecológico permite considerar o histórico menstrual, condições de saúde, preferências pessoais e expectativas em relação ao método antes da decisão.

Por isso, relatos de amigas ou familiares podem ajudar a conhecer experiências diferentes, mas não substituem a avaliação individual. Um dispositivo que se adapta bem a uma mulher pode não ser a opção mais adequada para outra.

O que precisa ser avaliado antes da colocação do DIU?

Nem toda mulher precisa passar pela mesma sequência de exames antes da inserção. A avaliação é definida de acordo com o histórico clínico e ginecológico.

Durante a consulta, informações como data da última menstruação, relações sexuais recentes, método contraceptivo utilizado, características do fluxo menstrual, presença de dor pélvica, corrimento, sangramentos fora do período menstrual e antecedentes ginecológicos podem ser importantes.

Também é necessário afastar adequadamente a possibilidade de uma gravidez em andamento. Quando existem sintomas ou fatores que indiquem a necessidade de investigar infecções ou outras condições ginecológicas, essa avaliação pode acontecer antes da inserção.

Algumas alterações que modificam a cavidade uterina também podem interferir na colocação ou exigir uma análise mais detalhada. Por isso, a consulta anterior ao procedimento não deve ser encarada apenas como uma formalidade.

O ultrassom não é uma exigência universal antes da colocação do DIU. Ele pode ser solicitado quando existem sintomas, dúvidas sobre a anatomia uterina ou outra indicação clínica que justifique avaliar melhor o útero.

Como é feita a colocação de DIU?

A colocação de DIU é realizada por via vaginal, geralmente em ambiente ambulatorial. A paciente permanece em posição ginecológica e o profissional utiliza um espéculo para visualizar o colo do útero.

Depois da avaliação e do preparo da região, pode ser necessário medir a cavidade uterina e verificar sua direção. Essa etapa ajuda a conduzir o dispositivo até a posição adequada.

O DIU permanece inicialmente dentro de um aplicador fino. Esse aplicador atravessa cuidadosamente o canal cervical e, quando alcança a posição correta dentro da cavidade uterina, o dispositivo é liberado.

Ao final, o aplicador é retirado e pequenos fios ligados ao DIU permanecem atravessando o colo uterino. Eles são cortados em um comprimento apropriado e também permitem que o profissional realize posteriormente a retirada do dispositivo.

A inserção propriamente dita costuma acontecer em poucos minutos, mas o atendimento envolve avaliação, preparação e orientações posteriores. A experiência pode variar de acordo com as características anatômicas e a sensibilidade de cada mulher.

Colocar DIU dói?

A percepção de dor durante a inserção varia bastante. Algumas mulheres sentem uma cólica breve ou um desconforto mais intenso em determinados momentos, enquanto outras podem apresentar dor significativa durante a manipulação do colo ou a passagem dos instrumentos.

Por isso, não é adequado afirmar que a colocação será indolor nem presumir que todas as pacientes terão a mesma experiência.

O controle da dor pode ser discutido antes do procedimento. Dependendo da avaliação, o profissional pode considerar diferentes estratégias para tornar a inserção mais confortável, inclusive recursos utilizados durante procedimentos ginecológicos realizados em consultório.

Mulheres que já tiveram exames ou procedimentos ginecológicos dolorosos, apresentam cólicas importantes, dor pélvica ou muita ansiedade em relação à colocação devem conversar sobre isso previamente. Essas informações também fazem parte do planejamento.

A preocupação com a dor não precisa ser tratada como algo secundário. Saber antecipadamente como o procedimento acontece e conversar sobre as possibilidades de controle do desconforto ajuda a tornar a experiência mais previsível.

É preciso estar menstruada para colocar o DIU?

Não existe uma regra que obrigue a mulher a estar menstruada no momento da colocação.

O dispositivo pode ser inserido em diferentes fases do ciclo quando o profissional consegue afastar adequadamente a possibilidade de gravidez e não existe outra condição que impeça o procedimento naquele momento.

A data da última menstruação, relações sexuais recentes e o método contraceptivo utilizado são informações importantes para definir quando a inserção poderá ser realizada.

Existem ainda situações específicas, como troca de contraceptivo, período após uma gestação ou outras circunstâncias clínicas, nas quais o momento mais adequado precisa ser definido individualmente.

Por isso, não é necessário esperar automaticamente a próxima menstruação antes de procurar avaliação para colocar o DIU.

O que pode acontecer nos primeiros dias depois da colocação?

Cólicas e pequeno sangramento podem surgir nas primeiras horas ou dias após a inserção. A intensidade varia e algumas mulheres retomam suas atividades normalmente, enquanto outras preferem diminuir o ritmo no restante do dia.

Também pode existir uma sensação semelhante à cólica menstrual logo depois do procedimento. Na maioria das vezes, esse desconforto tende a melhorar progressivamente.

As orientações sobre atividade física, relações sexuais e outros cuidados depois da inserção podem variar conforme a situação da paciente, o tipo de dispositivo e a forma como o procedimento ocorreu.

O mais importante é sair da consulta sabendo o que pode ser considerado esperado e quais mudanças precisam ser comunicadas ao profissional.

O ciclo menstrual pode mudar nos primeiros meses

Nos meses seguintes, o organismo passa por um período de adaptação que depende também do tipo de DIU utilizado.

Com o DIU de cobre, o aumento do fluxo e das cólicas pode ser mais perceptível principalmente no início do uso. Em muitas mulheres, essas alterações se tornam menos intensas com o passar do tempo.

Com os dispositivos hormonais, escapes e irregularidade menstrual podem surgir nos primeiros meses. Posteriormente, muitas usuárias apresentam redução progressiva do sangramento.

Conhecer essas possibilidades antes da colocação evita que qualquer mudança seja interpretada imediatamente como sinal de que o DIU saiu do lugar ou de que o método não funcionou.

Ao mesmo tempo, adaptação não significa que sintomas intensos devam ser ignorados. A intensidade, a duração e a presença de outras manifestações ajudam a definir quando uma nova avaliação é necessária.

O DIU começa a proteger contra gravidez imediatamente?

Isso depende do tipo de dispositivo e do momento em que a inserção foi realizada.

O DIU de cobre começa a exercer seu efeito contraceptivo imediatamente após a colocação adequada. Com os dispositivos hormonais, pode ser necessário utilizar proteção contraceptiva adicional durante alguns dias, dependendo da fase do ciclo e da situação anterior da paciente.

Essa orientação deve ser fornecida ao final do procedimento de acordo com o dispositivo escolhido.

Também é importante lembrar que o DIU evita a gravidez, mas não protege contra infecções sexualmente transmissíveis. Quando existe risco de exposição, o preservativo continua tendo papel importante.

É necessário fazer ultrassom depois de colocar o DIU?

A necessidade de ultrassom depois da inserção não é igual para todas as mulheres.

O exame pode ser indicado quando existe dúvida sobre o posicionamento do dispositivo, dificuldade para visualizar os fios, dor persistente, sangramento inesperado ou outra situação que precise ser esclarecida.

Isso não significa que todas as pacientes tenham obrigatoriamente que realizar um ultrassom em determinado prazo depois da colocação. O acompanhamento é definido conforme o procedimento, os sintomas e a avaliação médica.

Quando indicado, o exame ajuda a observar a posição do dispositivo dentro da cavidade uterina. O resultado, porém, precisa ser analisado junto com os sintomas e as demais informações clínicas da paciente.

Por isso, mais importante do que realizar exames automaticamente é saber reconhecer o que faz parte da adaptação e quais alterações merecem ser avaliadas.

Alguns sinais depois da colocação merecem avaliação

Cólicas leves e mudanças no padrão menstrual podem fazer parte da adaptação. Entretanto, alguns sintomas justificam procurar atendimento.

Dor pélvica forte ou progressiva, febre, corrimento vaginal incomum, sangramento muito intenso, suspeita de gravidez ou sinais de que o dispositivo possa ter sido expulso precisam ser comunicados ao profissional.

Perfuração uterina e expulsão do DIU são complicações possíveis, mas incomuns. Conhecer os sinais que merecem atenção ajuda a evitar tanto a demora em procurar atendimento quanto a preocupação excessiva com alterações esperadas nos primeiros dias.

Caso surjam dúvidas sobre os fios ou sobre a posição do DIU, a orientação é não tentar manipular ou reposicionar o dispositivo por conta própria.

O DIU pode ser retirado quando os planos mudam

O fato de ser um método de longa duração não significa que o DIU precise permanecer no útero durante todo o período máximo previsto.

A retirada pode ser feita quando a mulher deseja trocar o contraceptivo, quando existe alguma indicação clínica ou quando os planos reprodutivos mudam.

Depois da remoção, a possibilidade de engravidar pode retornar rapidamente. Por isso, quem não pretende ter filhos naquele momento precisa definir outro método contraceptivo.

Quando a retirada acontece porque existe desejo de gravidez, esse também pode ser um bom momento para organizar cuidados antes da concepção. Se a gestação for confirmada, iniciar a primeira consulta de pré-natal nas primeiras semanas ajuda a avaliar a saúde materna e programar os primeiros cuidados.

Durante a gestação, o pré-natal reúne consultas, exames e avaliações que permitem acompanhar de forma progressiva a saúde da mãe e o desenvolvimento do bebê.

Perguntas frequentes sobre colocação de DIU

1. Quem nunca teve filhos pode colocar DIU?

Sim. Nunca ter engravidado ou tido filhos não impede, por si só, a utilização do DIU. A indicação depende das condições clínicas, ginecológicas e das preferências de cada mulher.

2. Preciso estar menstruada no dia da colocação?

Não obrigatoriamente. O DIU pode ser colocado em diferentes momentos do ciclo quando a possibilidade de gravidez é adequadamente afastada e não existe outra condição que impeça o procedimento.

3. Preciso fazer ultrassom antes de colocar o DIU?

Não é uma exigência para todas as mulheres, porém nós recomendamos. O exame também é indicado quando existem sintomas, alterações ginecológicas, dúvidas sobre a anatomia do útero ou outra razão clínica para avaliar a região antes da inserção.

4. O DIU pode causar infertilidade?

O DIU é um método reversível e seu uso não significa perda da capacidade de engravidar. Depois da retirada, a possibilidade de gestação retorna. Quando existem dificuldades reprodutivas, outras causas precisam ser avaliadas.

5. O que fazer se eu não conseguir sentir os fios do DIU?

A dificuldade para perceber os fios não significa necessariamente que o dispositivo tenha saído do lugar. Eles podem estar posicionados de maneira que dificulte sua percepção. Se houver dúvida, principalmente associada a dor, sangramento incomum ou suspeita de expulsão, o posicionamento deve ser avaliado.

Entender o procedimento faz parte da escolha do método

A colocação de DIU costuma ser um procedimento breve, mas a decisão de utilizar o método envolve diferentes fatores. O tipo de dispositivo, o comportamento da menstruação, a possibilidade de desconforto durante a inserção, a adaptação nos primeiros meses e os planos reprodutivos precisam ser considerados em conjunto.

Cada mulher pode ter uma experiência diferente. Por isso, esclarecer dúvidas antes da colocação ajuda a escolher o dispositivo de maneira mais consciente e a compreender quais mudanças podem acontecer depois.

Se você está considerando o DIU, agende uma avaliação com a equipe da Clínica Diagnose para conversar sobre as opções disponíveis, avaliar qual método se adapta melhor ao seu perfil e receber as orientações necessárias para a colocação.

As orientações apresentadas neste artigo seguem a rotina de acompanhamento obstétrico utilizada na prática clínica e nas principais diretrizes de assistência pré-natal.

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Iniciamos as atividades em 2005. Esse início nasceu da vontade de profissionais que já atuavam na região há vários anos, com o intuito de oferecer nossa experiência aliada a tecnologia de ponta, equipamentos modernos, sempre acompanhando a evolução dos mesmos, para população do Gama e entorno.

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