Morfológica Clínica Diagnose

Considerado o principal exame da gestação, deve ser realizado entre 20 e 26 semanas, ideal entre 22 e 24 semanas. A ultrassonografia morfológica do segundo trimestre é a principal ferramenta diagnóstica na detecção pré-natal de anomalias congênitas. Ela permite o exame da anatomia fetal interna e externa, não só de grandes defeitos, mas também de marcadores menores de anomalias cromossômicas, como a síndrome de Down, e síndromes genéticas.

Perguntas frequentes

1) Um exame morfológico de segundo trimestre normal afasta completamente a possibilidade do bebê ter síndrome de Down?

Não. O único exame que exclui com 100% de certeza a possibilidade do bebê ter síndrome de Down é o cariótipo fetal, exame realizado neste período através de método invasivo (coleta de líquido amniótico) que, pelo risco do procedimento, não se justifica sua realização em pacientes com um exame morfológico normal e baixo risco para cromossomopatias.

2) Dá pra ver o sexo do bebê no exame morfológico de segundo trimestre

Sim. A partir de 16 semanas, pode-se observar sexo do neném com uma confiança de cerca de 97%.

3) Qual é a confiança que temos em um exame morfológico do segundo trimestre normal?

A sensibilidade da ultrassonografia morfológica na detecção de malformações fetais é de 85%, quando realizada entre 20 e 24 semanas gestacionais.

4) Por que o exame morfológico do segundo trimestre deve ser preferencialmente realizado entre 20 e 24 semanas de gestação?

Em bebês mais novos pode haver dificuldade na visualização de estruturas menores e sinais mais sutis de malformações. Em gestações mais avançadas (maiores que 24 semanas) pode haver dificuldade na visualização, principalmente, dos braços, mãos, pernas, pés e coluna, devido a menor quantidade de líquido. Essa dificuldade também ocorre quando há pouco ou nenhum líquido amniótico, condições conhecidas como oligodrâmnia e adrâmnia, decorrente de rompimento da bolsa das águas ou da não produção de líquido amniótico devido a problemas nos órgãos do aparelho urinário do feto (rins, ureteres, bexiga e uretra).