Este exame é realizado por via abdominal, podendo ser complementado pela via vaginal, se necessário.

 O período para realização é entre 11 semanas e 0 dias a 14 semanas e 2 dias de gestação. Ideal entre 12 e 13 semanas (C.C.N entre 45 mm a 84 mm).

Os objetivos deste exame são confirmação da vitalidade fetal, datação da gravidez, diagnóstico de gestações gemelares e determinação da sua corionicidade (número de placentas), diagnóstico precoce das malformações fetais graves e determinação do risco de doenças cromossômicas, como a síndrome de Down.

É o principal exame do 1º trimestre. Este exame inclui o estudo da morfologia fetal da idade gestacional em questão, a medida da translucência nucal com os cálculos de risco para alterações cromossômicas e a avaliação do osso nasal. Avalia também, através da metodologia Doppler, os fluxos de sangue do ducto venoso, da válvula tricúspide e das artérias uterinas para o cálculo de risco de desenvolvimento de pré-eclâmpsia.

O exame é indicado para todas as gestantes sendo necessário atenção especial para aquelas com história prévia de doença genética ou cromossômica na família; perdas fetais de repetição e história prévia de malformações fetais.

O que se observa na ultrassonografia morfológica do primeiro trimestre:

  • Cabeça fetal
  • Osso nasal - Fetos com síndrome de Down em 60 a 70% dos casos apresentam-se sem visualização do osso nasal entre 11semanas e 4 dias a 13 semanas e 6 dias
  • Translucência nucal (TN) - Corresponde ao acúmulo de líquido na nuca do feto. Sua medida entre 11 e 14 semanas de gestação (feto medindo entre 4,5 cm e 8,4 cm da cabeça até a nádega) associada à idade materna oferece um método eficaz de rastreamento da síndrome de Down, outras cromossomopatias, malformações cardíacas, displasias esqueléticas e síndromes genéticas
  • Ducto Venoso
  • Tórax e coração fetais
  • Abdome fetal
  • Braços, mãos, pernas e pés

Perguntas frequentes

1) Um exame morfológico de primeiro trimestre normal afasta completamente a possibilidade do bebê ter síndrome de Down?

Não. O único exame que exclui com 100% de certeza a possibilidade do bebê ter síndrome de Down é o cariótipo fetal, exame realizado, nesta fase, através de método invasivo (biópsia) que, pelo risco do procedimento, não se justifica sua realização com um exame morfológico normal.

2) Dá pra ver o sexo do bebê no exame morfológico de primeiro trimestre?

A partir de 12 semanas, caso o neném esteja em posição favorável, é possível observar o apêndice sexual que pode fornecer uma “pista” do sexo do bebê com uma sensibilidade de 85%. A partir de 16 semanas, pode-se observar o sexo do neném com uma confiança de cerca de 97%.

3) Qual é a confiança que temos em um exame morfológico do primeiro trimestre normal?

A sensibilidade da translucência nucal e do osso nasal na detecção da síndrome de Down é de cerca de 85%, quando associados à idade materna e avaliados entre 11 e 14 semanas gestacionais.

4) Por que o exame morfológico de primeiro trimestre não pode ser realizado antes de 11 semanas ou depois de 14 semanas?

Bebês menores de 11 semanas podem ter um acúmulo maior de líquido na nuca, sem, necessariamente, terem algum problema de saúde, assim como bebês maiores que 14 semanas podem ter um acúmulo normal de líquido na nuca e terem algum problema. Além disso, não há estudos que determinem valores de normalidade para a medida da translucência nucal em bebês fora desta fase e o programa utilizado para o cálculo numérico do risco do bebê ter cromossomopatia, só consegue ser realizado com o feto medindo da cabeça até a nádega entre 4,5 cm e 8,4 cm, medida encontrada exatamente entre 11 e 14 semanas.