Dúvidas

Por que o exame morfológico do segundo trimestre deve ser preferencialmente realizado entre 20 e 24 semanas de gestação?

Em bebês mais novos pode haver dificuldade na visualização de estruturas menores e sinais mais sutis de malformações. Em gestações mais avançadas (maiores que 24 semanas) pode haver dificuldade na visualização, principalmente, dos braços, mãos, pernas, pés e coluna, devido a menor quantidade de líquido. Essa dificuldade também ocorre quando há pouco ou nenhum líquido amniótico, condições conhecidas como oligodrâmnia e adrâmnia, decorrente de rompimento da bolsa das águas ou da não produção de líquido amniótico devido a problemas nos órgãos do aparelho urinário do feto (rins, ureteres, bexiga e uretra).

Por que o exame morfológico de primeiro trimestre não pode ser realizado antes de 11 semanas ou depois de 14 semanas?

Bebês menores de 11 semanas podem ter um acúmulo maior de líquido na nuca, sem, necessariamente, terem algum problema de saúde, assim como bebês maiores que 14 semanas podem ter um acúmulo normal de líquido na nuca e terem algum problema. Além disso, não há estudos que determinem valores de normalidade para a medida da translucência nucal em bebês fora desta fase e o programa utilizado para o cálculo numérico do risco do bebê ter cromossomopatia, só consegue ser realizado com o feto medindo da cabeça até a nádega entre 4,5 cm e 8,4 cm, medida encontrada exatamente entre 11 e 14 semanas.

Um exame morfológico de segundo trimestre normal afasta completamente a possibilidade do bebê ter síndrome de Down?

Não. O único exame que exclui com 100% de certeza a possibilidade do bebê ter síndrome de Down é o cariótipo fetal, exame realizado neste período através de método invasivo (coleta de líquido amniótico) que, pelo risco do procedimento, não se justifica sua realização em pacientes com um exame morfológico normal e baixo risco para cromossomopatias.